O documentário “A artista está presente”, trata, principalmente, da obra de mesmo nome da artista Marina Abramovic, na qual passou, ao todo, 736 horas sentada em uma cadeira, mantendo apenas o contato visual com 1.675 desconhecidos, no MOMA, em Nova York. Um aspecto que me chamou atenção no documentário é a relevância do tempo dentro da obra de Abramovic, ele aparece como elemento central e, aliado a concentração absoluta, possivelmente fruto da educação rígida e disciplinadora que Abramovic recebeu da família, é tangente, quase dilatado, nas apresentações da artista, que leva o próprio corpo a limites extremos. Outra questão relevante exposta pelo documentário é a monetização das obras de Abramovic na forma de fotografias vendidas por preços exorbitantes, o que vai de encontro com a efemeridade proposta pela artista.
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