SEMINÁRIO SOBRE ANÁLISE FOTOGRÁFICA

 

Richard Avedon

Considerado o maior fotógrafo de retrato e moda de todos os tempos (Harper’s Bazaar, Vogue e The New Yorker.)

Também possui trabalhos de viés políticos como a documentação da classe trabalhadora americana no livro No Oeste Americano, o movimento sulista dos direitos civis dos EUA, viajou ao Vietnã, realizando registros da guerra e criou uma série icônica de retratos políticos para a revista Rolling Stone.

Estilo: dinamismo e movimento, em vez de imagens estáticas, fotografou modelos nas ruas, em casas noturnas, arenas de circo e em outros lugares até então incomuns. Privilegiava o realismo, a expressão, a espontaneidade e o movimento, Avedon humanizou a fotografia de moda.

         

OBRAS:

Veruschka, Dress by Bill Blass, New York (1967)

Pode-se perceber que a modelo alemã Veruschka, representada na imagem, está na ponta dos pés, como uma bailarina, mostrando talvez uma certa leveza, enquanto seu vestido tem um movimento mais fluido que exalta claramente o seu corpo. O corpo de Veruschka é distorcido e bem alongado, devido ao ângulo extremo da foto. Richard conseguiu introduzir muito bem esse movimento na fotografia de moda, que anteriormente era totalmente estática. Muitas das vezes, ele se movia junto com as modelos, na busca por trabalhar movimento, distorção, espontaneidade, dentre outros, para a sua obra. Grande partes das fotografias de Richard eram preto e branco, pois acreditava que a cor gerava uma distração indesejável.
Dovima with Elephants (1955)

A fotografia foi retirada sob uma enorme claraboia com o intuito de se trabalhar elementos que proporcionasse um contraste. A pele pálida e a fita do vestido da famosa modelo Dovima, proporcionaram um destaque com relação aos elefantes. A vibração da pele de Dovima se opõem à pele áspera, enrugada e escura dos elefantes. Pode-se dizer que a pose adotada pela modelo, forma uma espécie de movimento que está contrastado, devido a cor. A foto tem como intuito trabalhar a dualidade, principalmente com relação a juventude e a velhice. A pose, da modelo, forte e angular voltada para cima, contrasta com as curvas pesadas e o impulso pesado e descendente dos corpos dos elefantes.






Berenice Abbott

Célebre por suas fotos sobre figuras importantes entre as grandes guerras mundiais do século XX, fotos da arquitetura da cidade de Nova York e sua urbanização da cidade nos anos 1930, bem como por fotos científicas entre as décadas de 1940 a 1960. Sua obra é marcada pela ideia de modernidade, retratando mulheres vanguardistas e homens de masculinidade menos monolítica. Por conta de seu trabalho com fotografia urbana e científica é considerada uma fotógrafa documental. 









OBRAS:

Canyon: Broadway and Exchange Place(1936)

A foto captura a fachada do Exchange Court Building comprimido entrevieis de dois outros prédios, sendo uma produção do início da carreira de Berenice Abbott. No processo de documentar a cidade, Abbot procurava maneiras esteticamente inovadoras de representar a sua essência, buscando enfatizar ângulos vertiginosos e perspectivas incomuns, as fotos eram capturadas com uma câmera de mão visando transmitir uma impressão mais frenética e espontânea da cidade. Esse aspecto vai mudar nas suas produções mais tardias em que Nova York vai ser retratada de maneira arquitetônica, com uma vida urbana muito mais controlada e organizada.


 



Portrait of Jean Cocteau (1927)
Berenice Abbot retrata na foto o artista surrealista Jean Cocteau. O homem está deitado na cama com um boneco com a sua expressão imitando a dele, ambos estão cobertos com um lençol branco que cria um contraste com o papel de parede de listras. A obra em si tem seu significado com base no trabalho de Jean que foca nos aspectos visíveis e não visíveis da obra. Ele apresenta isso ao colocar seu corpo como objeto, onde ele imita a expressão do objeto e esconde seu corpo, deixando a cabeça em evidencia assim como a da máscara. Ela usa de iluminação artificial para criar profundidade na fotografia e foca em demonstrar a personalidade da pessoa retratada, como é o caso de Jean que tem sua imagem o reflexo de sua obra como surrealista.



Diane Arbus 

Possui como marca registrada fotografia de dimensão 60x60 mm, bem como a atitude vulnerável dos fotografados em decorrência do uso do flash. Ficou famosa por fotografar grupos tipicamente marginalizados, o que a rendeu o título de "Fotógrafa das Aberrações."







OBRAS:

Identical Twins, Roselle, New Jersey (1967)

Nessa foto específica, há o mistério de ninguém saber onde ela foi batida. Só sabemos que são duas irmãs gêmeas vestidas
para uma festa de natal, mas não há informações sobre a cidade onde ela foi tirada. É a fotografia mais famosa, de Daine Arbus, tanto que influenciou o diretor Stanley Kubrick no seu famoso filme "O Iluminado." Se destaca na foto o modelo simplista usado, a ausência de cor, e o nítido consentimento das figuras em posar para a foto, outra característica fortíssima da autora.






A Jewish Giant at home with his parents, in the Bronx, N.Y. (1970)

É perceptível na fotografia, Eddie Carmel, um homem com mais de dois metros e meio de altura, seu cabelo está despenteado e a barba
não feita, ele está ao lado dos seus pais com um olhar esquelético para cima o que transmite uma sensação de imensidão sentida pela sua altura enorme. Eles se situam em uma sala padrão para a época com cortinas estampadas, móveis confortáveis e decoração excêntrica e interessante. Podemos perceber a vinheta única em torno dessa imagem por causa da queda de luz, ou seja, quando a luz não atinge totalmente a lente montando um efeito voyeurístico que é como se estivéssemos observando às escondidas o que colabora com a natureza tabu dessa cena retratada. A partir da posição que Eddie e seus pais assumem, conseguimos imaginar a artista posicionada atrás da poltrona em primeiro plano para capturar toda essa cena.



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