FLUSSER E A "ANIMAÇÃO CULTURAL"
A capacidade de produção é uma das características que diferenciam os homens dos demais seres terrestres e, aliada a transmissão de conhecimento, possibilitou a nossa espécie domínio tão amplo e incontestáveis do ambiente, como muito bem ilustrou o diretor americano Stanley Kubrick em sua célebre produção “2001 - Uma Odisseia no Espaço.”
Contudo, através da produção de objetos as necessidades e interesses humanos se revelam a tal ponto que, apesar de serem produzidos por nós, exercem igual poder sobre seus criadores, moldando os gostos, comportamentos e avanços científicos da humanidade.
Essa inversão, na qual o homem passa a se comportar em função da própria produção, é tratada por Flusser, em “Animação Cultural,” na forma de uma alegoria. Os objetos, conscientes de sua influência sobre os homens, realizam um conselho revolucionário, visando garantir direitos semelhantes aos dos seus idealizadores, uma vez que são a síntese entre a ação humana sobre o mundo e a contra-ação do mundo sobre os homens.
Essa inversão, na qual o homem passa a se comportar em função da própria produção, é tratada por Flusser, em “Animação Cultural,” na forma de uma alegoria. Os objetos, conscientes de sua influência sobre os homens, realizam um conselho revolucionário, visando garantir direitos semelhantes aos dos seus idealizadores, uma vez que são a síntese entre a ação humana sobre o mundo e a contra-ação do mundo sobre os homens.
Nessa diapasão, é possível concluir que existe uma intrisica depdencia entre coisa e criador, uma vez que o indivíduo humano, ao produzir um objeto para suprir suas demandas, imbui neste, um poder regulatório sobre si, visto que a produção deixa de ser apenas um objeto-utilidade e passa a ser um objeto de desejo, ocupando desta forma, uma outra posição na psique humana.

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